Eu, Dori

Consultório Online Wasserburg Alemanha

Me chamo Doriane Trevas Demuth, tenho 49 anos e sou mãe da Isadora Maria, que hoje, em 2025, tem 10 anos.

Nasci em Maceió, no dia 19 de novembro. Nordestina com orgulho, sou a terceira filha dos meus pais: tenho dois irmãos mais velhos e uma irmã mais nova.

Carrego no sangue a ancestralidade indígena, africana e uma pequena parte portuguesa, algo que sempre busco pesquisar e compreender melhor.

Meus pais se separaram quando eu tinha cerca de 13 anos. Para mim e para meus irmãos, foi uma experiência muito difícil.

Estudei Psicologia na Universidade Federal de Alagoas entre 1997 e 2003, quando o curso ainda tinha duração de seis anos. Sempre gostei de tudo que pertence ao campo das Ciências Humanas; números nunca foram o meu forte. Na universidade, eu não era popular, exceto um dia antes das provas.

Trabalhei principalmente em clínica, em hospital psiquiátrico, em complexo penitenciário e em clínica particular com crianças e mães, mas também ensinando psicologia geral em cursos técnicos na área da saúde.

Sou uma pessoa introvertida, sensível e intuitiva. Sou escorpiana. Amo gatos, embora seja alérgica.


Gosto de cozinhar, dançar e caminhar ao ar livre. Amo a culinária brasileira e a asiática.

Amo intensamente minha filha, porém não amo a maternidade tal como é imposta às mulheres. Não sei se posso me definir como feminista, mas reconheço que o machismo é cruel conosco , e isso eu vivo na pele, é um fato.

Tenho um fascínio pela mitologia dos orixás e pela mitologia egípcia, sem saber explicar exatamente por quê.

Não tenho uma religião definida. Acredito no Transcendente, no grande Criador , Deus.

Minhas cores preferidas são amarelo, azul-turquesa e roxo.

Hoje, preciso usar alemão, inglês e português para me comunicar, especialmente no trabalho, o que às vezes me deixa um pouco confusa.

Estou me preparando para uma formação, seja no Brasil ou em Portugal, que adiei para cuidar mais da minha filha.

No Brasil, sempre no contexto da psicologia clínica, trabalhei em algumas ONGs, em um presídio e em um hospital psiquiátrico que ainda existia na época. E sempre fui uma professora, ensinava aos colegas no ensino médio, na universidade e depois de “formada”. E por isso, criei o meu canal Alma Junguiana, onde eu poderia estudar e ensinar.

Aqui, na Alemanha, trabalhei em uma clínica multidisciplinar para jovens e, depois, com avaliação psicológica de refugiados para determinar a possibilidade de recebimento de abrigo no país. Cheguei a ter pesadelos com os relatos reais das situações traumáticas, muitas delas relacionadas à guerra.


Atualmente, trabalho de forma autônoma como psicóloga clínica, com consultório online.

Tive alguns sonhos grandes, ou melhor, sonhos arquetípicos, como Jung os chamava , que mudaram o rumo da minha vida.
Às vezes, tenho sonhos premonitórios sobre familiares ou amigos.

Preciso de silêncio, de estar sozinha, da natureza, de livros e de pintar para me reabastecer e me equilibrar novamente.

Tenho déficit de atenção, compensado por um lado meu, quase escondido, que se organiza e se prepara para o novo.

Sou uma pessoa noturna: à noite, sou realmente eu. Não gosto de acordar cedo, porém sou obrigada!

Adoro chocolate, embora ele dificulte meu controle de peso. Mas procuro não ser dominada por esse deslize.

Por questões internas, que levei e levo para a análise, tive amizades e relacionamentos afetivos tóxicos. Hoje respiro aliviada por ter cortado todos eles. Tenho mais cautela agora, pois estou “diplomada” nesse tipo de funcionamento.

Tive um relacionamento com uma pessoa de origem alemã, relação esta de cinco anos . Três dias antes do casamento, ele cancelou tudo por influência de sua “mãe devoradora”. E hoje sei que foi um livramento!

Por conta desse relacionamento, construí uma ligação de muitos anos com a Alemanha, uma relação ambivalente, assim como a que tenho com o Brasil.

Aqui estudei alemão por dois anos em uma universidade alemã.

Ao retornar ao Brasil, conheci meu atual marido pela internet, por intermédio de uma amiga. Depois de dois anos, voltei à Alemanha e nos casamos. Uma loucura, pois eu havia prometido a mim mesma que nunca mais voltaria!

Nosso casamento é um exemplo vivo de uma relação intensa de opostos. Vivemos na tensão das polaridades, além das diferenças culturais. E nossa filha reuniu esses dois polos nela, é mesmo incrível.

Hoje me considero uma mescla de brasileira com germânica. Não tive como evitar isso ao longo dos anos. Alguns hábitos alemães já faziam parte de mim antes, mas confesso que a frieza jamais fará.

Por muito tempo, eu não aceitava a voltar atender na clínica, ser terapeuta de novo ( em especial sendo terapeuta de brasileiros no exterior e também de colegas psicólogos junguianos assim como eu ). Achava que, por ter vivido tantas dores e ser tão sensível, não poderia “ajudar” ninguém. Jung foi o único que me mostrou que isso não era verdade. Que, sim, a responsabilidade é grande e o conhecimento é essencial, porém que a pessoa que sou é o canal por onde tudo passa, e é assim que precisa ser.

Embora eu tenha lutado muito para não trabalhar com a psique humana, tive que aceitar o que internamente sempre me foi exigido. Quando não atendo, me confronto com um movimento depressivo. Quando trabalho como terapeuta, essa depressão aceita a troca e fazemos um acordo diplomático. Assim, ficamos bem.

Aqui trago apenas uma pequena parte de mim, a parte consciente, com o intuito de me aproximar de vocês. A parte inconsciente é infinitude.

Obrigada por estar aqui.

Doriane ou simplesmente, Dori.